500 respiradores importados pelo governo de SP são retidos pela China

Medida levou tensão máxima às autoridades, que pensam até em fretar avião para buscar os 3 mil equipamentos importados.

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Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Pelo menos 500 respiradores, de um total de 3 mil adquiridos pelo governo de São Paulo, ficaram retidos na China, bloqueados no aeroporto de Pequim. Os equipamentos estavam previstos para chegar no sábado (2).

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o bloqueio levou tensão máxima ao governo paulista: sem os equipamentos, não é possível ampliar os leitos para pacientes graves da Covid-19, justamente no momento em que as UTIs já estão quase lotadas.

O bloqueio dos respiradores teria ocorrido em Pequim porque  o governo chinês decidiu limitar a 150 o número de itens de cada mercadoria para embarcar nos aviões para exportação. O objetivo seria viabilizar a entrega de outros equipamentos, não apenas respiradores, a outros países com mais agilidade.

Para isso, foi preciso então mudar a papelada para que pelo menos os primeiros 150 respiradores cheguem a São Paulo nos próximos dias. O segundo problema, mais complexo, é resolver o embarque dos outros 2.850.

“Vivemos uma loucura na logística global em que nada funciona como antes. Há restrição de contêineres e aviões, há muito menos voos entre os países”, disse  Wilson Mello, presidente da InvesteSP, empresa do governo responsável pela operação.

InvesteSP estuda agora embarcar cada lote de 150 da China em aviões que vão para diferentes países e, depois, de cada um deles para o Brasil. A outra opção é fretar aviões para ir à China buscar a mercadoria. Objetivo é que todos cheguem a SP até o fim de maio.

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