No 115º Campeonato Baiano da história, o título ficou com a equipe do Bahia, que conquistou seu 48º troféu da competição estadual. Neste domingo (21), na Arena Fonte Nova, o Esquadrão de Aço derrotou o Bahia de Feira, por 1 a 0, gol marcado por Gilberto, de pênalti.
Foi uma final emocionante, com o Bahia procurando se impor como mandante desde o começo de jogo, mas o xará de Feira de Santana mostrou em campo porque chegou à decisão e valorizou muito a conquista do Tricolor da capital.
 
Na classificação geral, o campeão Esporte Clube Bahia computou 25 pontos, em 13 jogos, com 7 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Foram 26 gols marcados, 7 sofridos, um saldo positivo de 19 gols. Vice-campeão baiano de 2019, a Associação Desportiva Bahia de Feira fez 21 pontos, em 13 jogos, com 5 vitórias, 6 empates e duas derrotas, 22 gols a favor e 16 contra, um saldo positivo de 6 gols.
 
Bahia, Bahia de Feira e Atlético, além do Vitória (pelo ranking da CBF), estão garantidos na Copa do Brasil de 2020. As vagas na fase de grupo da Copa do Nordeste 2020 são do Bahia e do Vitória, enquanto a Juazeirense disputará a Pré-Copa do Nordeste.
 
O troféu de 82 centímetros de comprimento e aproximadamente 12 quilos, com nome do campeonato em alto relevo, com fundo fosco e relevo polido banhado a ouro, fica de posse definitiva do Esporte Clube Bahia. Na sede da Federação Bahiana de Futebol ficará exposta uma réplica, onde serão acrescentados, anualmente, os escudos dos campeões de cada edição.
Diretores da FBF realizaram a cerimônia de premiação ao campeão

Na cerimônia de entrega da taça ao campeão baiano de 2019, bem como as medalhas aos jogadores e comissão técnica do Bahia, marcaram presença o presidente da FBF, Ricardo Lima; o vice-presidente Manfredo Lessa; a diretora de competições Taíse Galvão; o coordenador de registros e transferências, Felipe Quadros; e o subdiretor administrativo e financeiro, Marcelo Araújo. 

O JOGO – A decisão foi recheada de lances de emoção, com bolas na trave, pênaltis e defesas arrojadas dos dois goleiros. Os torcedores do Bahia fizeram a sua parte e lotaram a Arena Fonte Nova, que recebeu quase 42 mil pessoas na tarde/noite deste domingo.
O atacante Arthur foi um dos melhores do Bahia na final

Aos 40 minutos do primeiro tempo, Van fez falta em Arthur e um torcedor atirou um copo de plástico no campo, que foi recolhido pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira. O torcedor foi detido pelo policiamento. O VAR não foi acionando na etapa inicial.
 
Aos 3 minutos do segundo tempo, o VAR foi acionado pela primeira vez num lance de possível pênalti a favor do Bahia, em uma jogada que envolveu o meia Ramírez e o zagueiro Vítor Hugo. Após avaliar o lance no monitor, Luiz Flávio de Oliveira decidiu pela marcação da penalidade máxima.
 
Gilberto foi para a cobrança, aos 8 minutos, e colocou no canto direito do goleiro Jair, que pulou para o lado oposto. Festa da torcida do Bahia, que sonhava com a conquista do bicampeonato baiano, em 2019.
 
Aos 21 minutos, o VAR foi mais uma vez acionado. Vitinho cobrou falta e a bola bateu no braço de Gilberto, que estava na barreira. Após analisar o lance no monitor, o árbitro marcou o pênalti. Vitinho cobrou no canto esquerdo de Anderson, que fez a defesa parcial. Vítor Hugo pegou o rebote e chutou para outra defesa salvadora do goleiro tricolor, evitando o empate do Bahia de Feira.
 
O paulista da Fifa, Flávio César de Oliveira, apontou sete minutos de acréscimo. E até o apito final do árbitro, o suspense se manteve, comprovando que esta decisão foi uma das mais emocionantes da história do Campeonato Baiano.

Fotos: Francisco Galvão e Felipe Oliveira / EC Bahia
 

FICHA TÉCNICA
Bahia 1×0 Bahia de Feira
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador.
Gol: Gilberto, de pênalti, aos 8 minutos do 2º tempo, para o Bahia.
Bahia: Anderson, Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca (Xandão) e Moisés; Douglas Augusto, Elton e Ramirez (Grégore); Arthur Caíque (Rogério), Gilberto e Arthur. Técnico: Roger Machado.
Bahia de Feira: Jair, Van, Paulo Paraíba, Vítor e Cazumba; Edimar (Ebinho), Capone, Jarbas (Menezes) e Bruninho; Deon e Vitinho (Dionísio). Técnico: Barbosinha.
Renda: R$ 1.052.633,00.     
Público: 41.413 pagantes.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa/SP).
Assistentes: Paulo de Tarso Begalda Gussen e José Carlos Oliveira dos Santos CBF/Salvador).
Cartões amarelos: Arthur Caíque, Douglas Augusto, Xandão, Arthur, Grégore (Bahia), Edimar, Van, Bruninho (Bahia de Feira).

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