O chefe da zona eleitoral 156, Danilo Pereira, confirmou que a poucos dias de terminar o prazo ainda há cerca de 30% dos eleitores sem fazer a biometria. “A fila todos os dias está enorme, e estamos trabalhando das 8h às 18h para tentar atender a todos, mas o prazo está mantido até 31 de janeiro. Pelas projeções que fizemos, o número de eleitores que fizeram a biometria não chega a 80%.”

De acordo com Danilo Pereira, não há previsão de prorrogação do prazo, porém quem não fizer o cadastramento biométrico terá o título cancelado. No entanto, segundo ele, em ano de eleição o cadastramento eleitoral ocorre até 150 dias antes da eleição e esse ano termina no dia 9 de maio.

“Quem, eventualmente, teve o título cancelado porque não conseguiu vir, pode vir até o dia 9 de maio e regularizar a situação. Agora, quem não vier até esse prazo, não vota nessa eleição. Passada a eleição, o eleitor pode novamente regularizar a situação”, avisou.

O chefe da zona 156 esclareceu ainda que quem tiver o título cancelado não paga multa por não comparecer à revisão do eleitorado, a multa é para o cidadão que deixa de votar, for convocado para ser mesário e não comparecer, ou cometer algum crime eleitoral, como propaganda irregular. Por outro lado, ter o título cancelado impede que o eleitor realize alguns serviços e tenha alguns direitos como cidadão.

“Algumas atividades da vida civil requerem a quitação eleitoral, como ingressar em faculdade pública, tomar posse em concurso público, obter financiamento público, receber alguns benefícios sociais, fazer o alistamento militar, dentre outras exigências eleitorais”, relembrou.

Reclamações

De acordo com a manicure Luiza dos Santos, a situação dos eleitores chega a causar indignação. Segundo ela, alguns eleitores estão chegando um dia antes, a partir das 17h, para tentar um atendimento. No entanto, são poucas as fichas distribuídas, e segundo ela, pessoas estão comercializando senhas.

 

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“A gente está chegando cinco horas da tarde, dormindo na fila e estamos indignados, pois ficam três, quatro pessoas na frente vendendo fichas. Aí botam dez ou vinte na nossa frente e quando a gente chega não tem mais senha. É muita humilhação, estamos dormindo no chão e quando chega na hora não tem senha suficiente para a demanda. Peço que o governo se sensibilize e estenda até a noite o atendimento”, declarou a eleitora.

A moradora do Conjunto Viveiros Tânia Cardoso foi uma das eleitoras que dormiu na fila para tentar ser atendida nesta segunda-feira (15). Ela chegou ontem ao TRE, por volta das 22h, e já encontrou centenas de pessoas aguardando no local.

“Cheguei às 22h do domingo e já tinham pessoas que chegaram a partir das 17h. A partir de 2 horas da manhã isso aqui vira um desgaste, pois quem chega cedo, arriscando a vida, encontra quem vende e passa outra pessoa na frente. Tudo bem que passe um, mas passarem cinco ou dez, é falta de respeito com o ser humano”, afirmou Tânia Cardoso.

O trabalhador da construção civil Joselito Lima Torres disse que também chegou às 22h de domingo, mas na manhã de hoje não conseguiu a ficha e lamentou que muitas pessoas estivessem vendendo vagas. “Eu não quis comprar, me ofereceram, mas preferi ficar aqui com os meus companheiros. Me pediram entre R$ 40 e R$ 50”, informou.

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