O presidente colocou em dúvida hoje os atos de tortura sofridos pela ex-presidente Dilma Rousseff em 1970, durante a ditadura militar, quando foi presa. Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que aguarda ainda hoje exames que comprovem as agressões.

“Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio-X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio-X”, disse o presidente, entre gargalhadas.

Na década de 1970, Dilma ficou presa durante três anos. Na conversa com apoiadores, Bolsonaro também ironizou a participação dos ex-maridos de Dilma em movimentos contrários ao regime militar.

“O primeiro marido dela, que está vivo, Claudio Galeno, sequestrou um avião e foi para qual País democrático? Cuba!”, afirmou.

O presidente fez menção ainda a uma entrevista em que o outro companheiro de Dilma, Carlos Araújo, teria dito que “passou a lua de mel com Dilma Rousseff assaltando caminhões de carga na baixada fluminense”.

As provocações a Dilma ocorreram após um apoiador questionar o presidente sobre o atentado que ele sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. Bolsonaro voltou a sugerir que há outras pessoas por trás da tentativa de assassinato, embora a investigação da Polícia Federal tenha concluído que o autor da facada, Adélio Bispo, agiu sozinho.

Assim como já fez em outras oportunidades, Bolsonaro aproveitou o tema para comentar a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, do PT. “Quando foi torturado e executado um cara deles, o PT não quis investigar”, argumentou.

Bolsonaro acrescentou ainda que o sequestro do ex-prefeito ocorreu para que ele revelasse documentos sobre “empresas de ônibus que pagavam uma graninha todo mês para a campanha daquele barbudo (Lula), em 2002”, informações que não constam nas conclusões da investigação policial.

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