Foto: Agência Brasil

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (16/11), o presidente disse desconhecer outro país que use um sistema de apuração de votos como o brasileiro, e que o país precisa ter “um sistema de apuração que não deixe dúvidas” sobre o resultado.

“É só isso! Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para suposições. Agora, é um sistema que desconheço, no mundo, onde seja utilizado”, declarou, se referindo às urnas eletrônicas. “Se nós não tivermos uma forma confiável de apurar as eleições, a dúvida sempre vai permanecer”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente voltou a defender o voto impresso ao declarar que é o povo quem deseja um sistema de apuração que garanta que a sua escolha seja respeitada. “Nós devemos atender a população. Não sou eu quem fala, quem fala é o povo. Alguns falam sem ouvir o povo, sem sair de seus gabinetes. No meu caso, estou sempre ouvindo a população, e querem um sistema de apuração que possa demorar um pouco mais, não tem problema nenhum, mas que seja garantido que o voto que essa pessoa deu vá para aquela pessoa realmente, de fato”, afirmou o presidente.

Dos 13 candidatos apoiados por ele nesta eleição, nove foram derrotados. Contrariando a posição do seu “chefe”, o vice-presidente, Hamilton Mourão, defendeu as urnas eletrônicas e disse que, apesar da diferença em relação aos modelos utilizados por outros países, como os Estados Unidos, o processo eleitoral brasileiro “é muito bom”.

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