Goleiro foi alvo de vaias e ofensas após a derrota para o Atlético Paranaense por 3×2, no Barradão

O clima pesou. O Vitória chegou à décima derrota seguida em casa e, com ela, aumentou o peso nas costas dos atletas, que procuram palavras para explicar o péssimo desempenho como mandante neste Brasileirão. Nesta quinta (19), o adversário foi o Atlético-PR, que venceu de virada, por 3×2, no Barradão.
Irritado, Wallace resumiu. “Crianças. É isso que nós fomos em campo. Agimos como meninos. O Atlético pedindo para tomar três, quatro, e nós não fomos capazes de fazer”, bradou o zagueiro.
Outro que estava com os nervos à flor da pele foi o goleiro Caíque, alvo de críticas, vaias e ofensas dos torcedores ao fim do duelo. “Eu vou falar o que para explicar? Nada. Não tenho nada para falar. Querem comparar meu tamanho, a minha envergadura, com o tamanho do  gol, como se eu não pudesse sofrer gol. Torcedor é assim. Um dia, vaia, depois aplaude. A vida é assim. Eu só tenho 20 anos. Eu sou homem, assumo quando eu erro. O dia que eu errar, serei o primeiro a assumir. Não vou aceitar ser crucificado. Mas enfim, tá tudo certo. Ano que vem meu contrato acaba”, desabafou.
Autor de um dos gols, Neilton também evitou falar. “Vacilo. É isso que explica”, disse ele, acompanhado por Fillipe Soutto. “Se eu falar algo, vai virar uma desculpa, e isso não existe. Erramos”, concluiu.
O Vitória volta a jogar domingo (22), no clássico Ba-Vi, às 16h, na Fonte Nova. A derrota para o Atlético-PR deixou o rubro-negro em 16º lugar, com 33 pontos, apenas um à frente da Ponte Preta, que abre a zona de rebaixamento, em 17º. O Bahia, que foi goleado pelo Flamengo por 4×1, está em 13º lugar, com 35 pontos.

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