O fato, curioso na história dos últimos anos, elegeu Pedro Delegado (PDT) como presidente da Casa. A vereadora Flávia não conseguiu formar um grupo para disputar o pleito.

Nesta quarta-feira (19), a Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe elegeu, em chapa única, o parlamentar Pedro Andrade, mais conhecido como Pedro Delegado (PDT), para a função de presidente. Na eleição, apenas sua chapa se candidatou para ocupar os cargos da Mesa Diretora para o Biênio de 2019-2020 e a vereadora Flávia Teixeira (PSD), que há muito deseja ser presidente, não entrou na disputa, pois não conseguiu formar uma chapa.

Até o final da semana passada, não havia qualquer chapa oficialmente registrada para concorrer à Mesa Diretora da Câmara de Berimbau. O atual presidente, Ednilson Ribeiro, o Nilsinho (PMDB), não descartava a hipótese de concorrer à reeleição; e a vereadora Flávia Teixeira, por sua vez, embora ainda não tivesse formado um grupo, já sinalizava claramente seu desejo de concorrer.

No entanto, para a surpresa de todos os presentes na votação de ontem (19), a vereadora não conseguiu formar uma chapa, e não pôde disputar o pleito. Nilsinho também preferiu não concorrer, então tudo contribuiu para que Pedro Delegado pudesse chegar (com 08 votos a favor, 04 abstenções e um não comparecimento) à presidência da Casa.

O vereador José vereador José Antônio Júnior, o Júnior de Totinho (PRB), não compareceu à votação, chegou atrasado em razão de outras ocupações, devidamente justificadas, mas afirmou que, mesmo assim, teria votado no sentido da abstenção.

A vereadora Flávia estava entre aqueles que se abstiveram do voto. Disse que, apesar de não ter nada contra Pedro, de achá-lo um colega legal, pontual nos compromissos e de se relacionarem muito bem durante estes anos, não votaria nele ou em qualquer outro vereador pois, para ela, a partir do momento em que ela tinha poderia votar em alguém, alguém deveria ter a opção de votar nela – independentemente de ter conseguido formar uma chapa ou não: o que mostrou o seu claro descontentamento em não conseguir participar do pleito.

Em entrevista ao Panorama Geral 1 o presidente eleito disse que se articula para ocupar o cargo há mais de um ano, e que suas negociações, todas dentro da moralidade e legalidade, visam o desenvolvimento e bem estar de Berimbau. O vereador destaca que valoriza o voto de cada um de seus colegas e sempre procurou conversar, discutir e mostrar os prós e os contras da gestão da cidade e da Câmara.

Quanto às abstenções, Pedro Delegado acredita serem normais, por serem motivadas por questões eminentemente políticas, e não por questões pessoais, inclusive o vereador Júnior, que não iria votar contra, mas se abster. Com isso, afirma que se sente muito lisonjeado em receber tantos elogios inclusive destes colegas que não lhe direcionaram o voto a favor, mas que entende que a política é dinâmica e que hoje se pode ser de um partido e acreditar em uma ideia, até que se mude ou alguém o convença do contrário, para ser ponto chave de uma mudança.

Foto: Divulgação

Em resposta a que tipo de relação terá com o poder Executivo, o presidente eleito é direto e garante que sua conversa será apenas institucional, apenas para tratar de problemas do Município, e garante que não terá o menor problema em discutir e conversas, ainda que seja visto como opositor da atual prefeita, Normélia Correia (PRB). Para ele, ser oposição é ser contrário e o parlamentar afirma que, mesmo percebendo diversos vícios nos projetos da gestora, sempre procurou aprimorá-los e colocar para votação, pois, para ele, o que importa é o bem comum, o bem do povo de Conceição do Jacuípe.

Pedro Delegado evidencia, ainda, que não tem qualquer compromisso com os funcionários contratados pela gestão atual da Câmara e que as únicas informações que tem conhecimento são as institucionais, como as de que cada vereador tem direito a um assessor e a uma indicação – assessor este que ele dispensou, considerando que sua assessoria é feita em casa e por seu próprio escritório de advocacia. O vereador diz que não sabe como está o quadro de funcionários, se os vínculos feitos por meio de contrato ou se são efetivos, e relembra que até ouviu que alguns foram reintegrados por força judicial. Garante que analisará tudo a partir do dia 1º de janeiro e estudará caso a caso: “até porque não fez compromisso com ninguém, com nenhum funcionário, com nenhum vereador”, disse.

Com relação à obra realizada na Câmara, para construção de um anexo, pensado pelo atual presidente como uma espécie de Centro de Cultura, em que se acredita que não haverá tempo hábil para a conclusão, Pedro Delegado pondera a necessidade de examinar o valor real da obra; quanto se gastou; se o valor já foi pago; e, se já foi pago, a empresa terá que terminar o que ela recebeu. Finaliza dizendo que consultará a opinião dos demais vereadores, pois tem que agir de comum acordo para deliberar, pois o dinheiro do povo não pode ser jogado fora.

A nova mesa diretora será formada por Moisés Moraes (PSDB), na vice-presidência; com Claudemir Rebouças, o Ralf do Bessa (PRB), e Mônica Santos (PROS) nas funções de 1º e 2º secretários. Embora a posse ocorra em 1º de janeiro, os trabalhos administrativos da Câmara não param.

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