A enfermaria do Hospital Doutor Pedro Américo Brito, único público da cidade de Amélia Rodrigues, distante cerca de 80 km de Salvador, foi inteditada nesta semana após um alagamento no local. O caso aconteceu após as chuvas fortes atigirem o município na segunda-feira (13).

Um vídeo feito por familiares de pacientes que estavam internados no hospital, no dia do ocorrido, mostram a enfermaria com muitas goteiras e toda alagada. Dezesseis pessoas estavam no setor. Os pacientes foram transferidos para outra ala do hospital. Equipamentos também foram retirados e colocados no corredor, para não serem danificados pela umidade.

O diretor da unidade disse que a chuva com ventania arrancou as telhas que faziam a cobertura da laje, mas que serviços já stão sendo feitos para sanar o problema. “Independente do serviço que está sendo feito, ela está interditada. Ela só vai voltar quando oferecer toda a segurança. A gente tem uma enfermaria de reserva aonde a gente está abrigando os pacientes”, explica Antônio Nunes, diretor do hospital.

O hospital é de pequeno porte, foi fundado há mais de 20 anos, e tem apenas 16 leitos de enfermaria para atender uma cidade com 26 mil habitantes. A unidade também não dispõe de nenhum médico especialista. Conta com sete plantonistas, todos clínicos.

A direção reconhece que a unidade precisa urgente de melhorias. Além de ampliação da enfermaria, uma sala de urgência com mais equipamentos, como ventiladores mecânicos e monitores cardíacos.

Na sala de urgência, também conhecida como sala vermelha, ficam os pacientes em situação grave enquanto aguardam regulação para hospitais mais equipados, em Feira de Santana e Salvador.

A secretária de saúde do município, Elaine Moniz, diz que está aguardando recursos do governo federal para ampliar os serviços oferecidos no Hospital Pedro Américo de Brito. “Como qualquer município pequeno, a gestão pública precisa de socorro. Não é só Amélia Rodrigues. Se, por acaso, acontecesse hoje um acidente de grande porte dentro do município eu teria que a regulação [transferência], que demora, não é eficiente, e eu não tenho uma estrutura preparada para este fim”, disse.
Fonte: G1