Uma mulher de 26 anos sofreu uma tentativa de homicídio na madrugada de segunda-feira (28), no bairro Novo Horizonte, em Feira de Santana. Segundo a delegada Maria Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher Deam, Rosilane Reis da Silva Santos, foi golpeada várias vezes pelo ex-marido com um pedaço de madeira. A jovem teve ferimentos na cabeça e quebrou um dos dedos da mão direita. No braço há vários ferimentos.

A delegada informou que a polícia foi acionada pelo serviço social do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e que o suspeito, identificado como Marcos Vinícius, está sendo procurado pela polícia. A tentativa de homicídio, segundo a vítima, foi motivada porque ele não aceitou o fim do relacionamento de dois anos. A vítima informou também que ele era muito ciumento.

“Rompi com ele no sábado, dia 19. Eu estava na igreja, e quando eu cheguei em casa, ele me chamou para conversar. Fingiu que estava calmo, que não iria fazer nada comigo, entrou na minha casa, e ficou lá tranquilo. Aí quando eu estava dormindo, 1h da madrugada ele me golpeou, me atingiu cinco vezes com um pedaço de pau e ameaçou me matar. Eu consegui fugir dele, quando ele foi para a cozinha. Creio que ele foi pegar uma faca. Eu corri para o meio da rua e pedi ajuda a meus vizinhos. Ele achou o pedaço de madeira no quintal da minha casa, era um pedaço de porta. Mesmo eu estando toda ensanguentada ele ficou dizendo que iria me matar”, relatou Rosilane contando que levou dez pontos no corte profundo que sofreu na cabeça..

A vítima disse ainda que o ex-marido a agredia verbalmente.A delegada Maria Clécia informou que poderá pedir uma prisão cautelar contra o ex-marido da vítima.

“As estatísticas comprovam que muitas mulheres vivem em situação de violência. Quando ela decide se fortalecer, e romper aquele ciclo – porque ela insiste em viver naquela vida por causa dos filhos, por ser um provedor, e a sociedade a obriga – então, ela se fortalece e diz que não quer mais viver com ele e que vai viver como Deus permitir, aí a violência contra ela cresce, achando que ela é dele, se não for dele, não será de mais ninguém. É uma atitude medieval. Ele tentou matá-la”, declarou a delegada.

Maria Clécia destacou a importância da notificação feita pelo serviço social do Hospital Clériston Andrade.

“As unidades de saúde têm a obrigação de notificar. A violência contra a mulher não é apenas de responsabilidade da polícia, esse compromisso é de responsabilidade de todos”, declarou.
Após receber alta do hospital, a vítima registou queixa na Deam.