Foto: reprodução/TV Aratu

O virologista Gubio Soares, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pesquisador que descobriu o zyka vírus, desconfia que o causador da Covid-19 tenha sido criado em laboratório.

“Tudo isso é novo. Como é que você já tem uma vacina de um vírus que começou a atacar em dezembro, janeiro, e você já tem uma vacina no mês 9 ou 10, que já foi testada e aprovada e que já quer lançar no mercado? não podemos aceitar isso”, declarou. Para o doutor, a vacina chinesa, por exemplo, não foi testada o suficiente. “A anvisa não vai se deixar vencer e lançar uma vacina que, ao invés de ajudar, pode ser prejudicial à população”, espera.

O professor aconselha que as pessoas se acostumem a usar máscaras, álcool gel e mantenham o distanciamento social. “A população tem que conviver com esse vírus. A verdade é essa”, resumiu. Ele aponta ainda que a imunidade para os outros coronavírus, que causam gripes comuns, não costumam ser maiores que 90 dias.

“A vacina, apesar de a tecnologia ter avançado muito nos últimos anos, precisa de um controle mais rigoroso. Por que estamos lidando com um vírus que é novo e causa uma pandemia mundial, com um número de mortes alto, e ele ataca o sistema imunológico de uma maneira não prevista e não calculada pelos médicos”, explicou.

As promessas de vacina, segundo o pesquisador, servem para acalmar a população frente à pandemia. “A grande verdade é que existe uma pressão econômica mundial para que tudo volte à normalidade e você tem que falar que já existe uma vacina. Os politicos vão falar, os economistas, os empresários vão pagar por esse lobby muito grande, principalmente a indústria farmaceutica, para garantir a população de que tudo vai voltar à normalidade – o que não é verdade”, respondeu.

SEMELHANÇA COM O HIV

Soares, que é considerado um dos maiores virologistas do país na atualidade, explicou que o coronavírus ataca uma célula chamada linfócito T e se liga por um receptor chamado CD4 – o mesmo processo que acontece com o HIV, causador da aids. Os linfócitos T são a primeira resposta imunológica para defender o corpo.

Segundo o pesquisador, as vacinas criadas para o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, têm se baseado no vírus enfraquecido, similar ao que já foi tentado para o HIV.  “Todas as vacinas que foram feitas para o HIV, que tem 40 anos de história, não foram levadas adiante”, revelou, ressaltando que o coronavírus ainda é muito novo e há mais coisas para descobrir a seu respeito.

Uma dessas descobertas será cravar se as pessoas podem, ou não, pegar a Covid-19 pela segunda vez. “Eu não acredito muito na reinfecção. O vírus do HIV, quando você toma a medicação, vai sendo destruído no seu organismo, então ele busca esconderijos. Ele se esconde nas células próprias do intestino e fica lá quietinho, pois sabe que se sair, vai morrer. […] Quem sabe se esse novo coronavírus não está se escondendo em algumas células do nosso organismo?”, questiona.

LABORATÓRIO

A própria semlehança com o HIV é, para o cientista, um indício de que o Sars-CoV-2 foi criado em laboratório. “Como é que agora aparece um novo coronavírus com uma capacidade de multiplicação absurda, capacidade de infecção absurda, nunca vista em um vírus, em pleno século XXI? Então há uma suspeita forte de que esse vírus tenha sido – na minha opinião – manipulado em um laboratório e que houve um escape. Eu não estou dizendo que houve uma contaminação direcionada, provocada, mas um escape”, sustenta.

O virologista informou que, há cerca de um mês, uma bactéria modificada escapou de um laboratório na China e acabou causando mortes. Sobre a versão oficial do governo asiático, de que há provas de que o novo coronavírus surgiu de um animal e foi espalhado em um mercado, Soares não acredita. “Isso é muito fácil de fazer. O coronavírus você encontra em morcegos, no pandolim… e você pode fazer um estudo genético que já uma similaridade entre o material do estudo genético com o Sars-CoV-2”, argumenta.

O professor ressaltou que é dificil comprovar sua tese com base nas pesquisas e equipamentos atuais. “Os chineses nunca vão admitir que houve um escape, um acidente de laboratório”.

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Doutor em virologia pela Universidade de Buenos Aires e professor de microbiologia e virologia da UFBa, Gúbio Soares (@gubio.soarescampos ) não é tão otimista sobre a perspectiva de uma vacina segura contra coronavirus. Ele considera que os protocolos de segurança para a imunização em massa não serão atendidos antes de 2022. A opinião é do cientista descobridor do zica virus no Brasil, em Camaçari, no ano de 2015. Gúbio também alerta para as características peculiares do vírus, diferentes do Sars-Cov. "É possível que seja algo criado artificialmente, que tenha sofrido um 'escape' do laboratório chinês", alerta ele, ressaltando que essa confirmação sobre um acidente dificilmente terá alguma possibilidade de ser provada cientificamente. Ele também descarta qualquer possibilidade de hidroxicloroquina ser eficaz contra a doença e teme pelas sequelas, ainda desconhecidas, no organismo de quem se recuperou da doença. Veja a entrevista completa concedida a @opabloreis :

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