Foto: Arquivo Pessoal

O médico e cientista baiano Elsimar Coutinho morreu nesta segunda-feira (17), aos 9o anos, após complicações do novo coronavírus. A morte foi confirmada pela assessoria do médico, informou o jornal Bahia Meio Dia, da TV Bahia.

Elsimar Coutinho estava internado desde o dia 29 de julho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

O médico, no entanto, dera entrada dez dias antes no Hospital Aliança, em Salvador, depois de apresentar sintomas da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave, decorrente da Covid-19.

Durante o período em que permaneceu na unidade, ele precisou sedado e respirando com auxílio de ventilação mecânica. Ainda na capital baiana, apresentou problemas renais e pulmonares. Por causa de uma disfunção circulatória, foi submetido a hemodiálise.

Já no Sírio-Libanês, no dia 6 de agosto, passou por um procedimento de traqueostomia, procedimento por meio do qual fixa-se um tubo fino na garganta para permitir a passagem do ar. Por meio de nota, a assessoria do médico informou que o procedimento foi feito para que ele tivesse mais conforto no tratamento.

Nascido em 18 de maio de 1930 na cidade de Pojuca, interior da Bahia, Elsimar Metzker Coutinho formou-se primeiro em farmácia e bioquímica, em 1951, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Quatro anos depois, concluiu o curso de medicina na mesma instituição.

Filho de médico de mesmo nome, dizia que a profissão foi uma espécie de herança do pai, que, além de médico, era farmacêutico e professor de farmacologia.

Pós-graduado em endocrinologia pela Universidade de Sorbonne, em Paris, França, e no Instituto Rockfeller, em Nova York, EUA, atuou como professor e pesquisador da Faculdade de Medicina da UFBA.

Foi nessa mesma época, no início dos anos 1960, que o médico baiano faria uma das suas mais importantes descobertas: criou do primeiro anticoncepcional injetável de uso prolongado, feito que o tornou uma das maiores referências em planejamento familiar em todo o mundo.