O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, fez um pronunciamento e respondeu a perguntas da velha imprensa logo após a aprovação, pela ANVISA, do uso emergencial das vacinas de Oxford e da Coronavac. Pazuello fez duras críticas ao governador de São Paulo, João Doria, que vacinou duas pessoas logo após o anúncio da ANVISA.

Pazuello lembrou que o governo federal preparou a maior campanha de vacinação do mundo e afirmou: “poderíamos, num ato simbólico, ou numa jogada de marketing, iniciar a primeira dose em uma pessoa. Mas em respeito aos governadores e às pessoas, o ministério não fará isso”. O ministro apontou que a vacina será distribuída simultaneamente a todos os entes federativos, e reprovou as tentativas de dividir a nação.

Ao responder a perguntas sobre o governador paulista, Pazuello afirmou: “Todas as vacinas produzidas pelo Butantan estão contratadas de forma integral e exclusiva para o Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunização.

Todas, inclusive essa que foi aplicada agora. Isso é uma questão jurídica”. O ministro apontou: “Tudo que tem no Butantã é contratado e pago pelo Ministério da Saúde, pago pelo SUS, pago pelos senhores. E o contrato é claro: é de exclusividade, de 100% das doses.

Eu reafirmo que a coordenação do plano nacional de imunização é do MS, por MP, com força de lei. E está pactuado com os governadores que todas as doses recebidas – são 6 milhões de doses – serão distribuídas de forma proporcional e entregues simultaneamente. Qualquer movimento fora dessa linha está em desacordo com a lei.