Dois ônibus foram incendiados por volta das 3h da madrugada desta quinta-feira (14/1), no Conjunto ACM em Feira de Santana. Os veículos estavam estacionados na rua ao lado da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e pertencem a banda ‘Os Clones’ e ao cantor Paulo Roberto Romão de Macedo, de 31 anos, conhecido pelo nome artístico de Zezé Júnior.
Ainda muito abalado com o fato, ele contou à reportagem do Acorda Cidade que acordou às 5h da manhã de hoje com seu pai batendo no portão da sua casa para informar sobre o incêndio.

Quando Zezé Júnior chegou ao local, se deparou com os dois veículos totalmente destruídos. Ele relatou que um dos ônibus era para trabalho da Banda ‘Os Clones’ e o outro para um projeto solo, que tinha acabado de lançar, mas não conseguiu avançar muito por causa da pandemia de covid-19.

“Quando meu pai chegou batendo a campainha, achei até que pudesse ser morte de algum parente. Ele falou: ‘Corre lá, que os ônibus estão pegando fogo’. Quando eu cheguei aqui só estavam os ferros. Estamos muito abalados, decepcionados, tristes com o ser humano. Como uma pessoa consegue fazer isso, destruir um sonho, um patrimônio? A gente levou tantos anos para conseguir e a gente que vem sofrendo na pandemia, quase um ano, sem fazer show, sem fazer nada e por isso que os ônibus estavam parados. Deixamos perto da nossa casa para que pudéssemos ficar de olho, colocando para funcionar, até porque a gente não tinha outro espaço e nem como pagar aluguel”, relatou.
Zezé Júnior informou também que alguns instrumentos e outros materiais estavam dentro dos veículos. Com a pandemia e as dificuldades financeiras impostas por ela, ele precisou fechar a sede física de trabalho dele e da banda. Levou alguns materiais para um quarto nos fundos de casa e a outra parte distribuiu nos ônibus. Para ele, ainda não dá para calcular o prejuízo, mas somente os dois veículos estão avaliados em cerca de 300 mil reais.
O irmão de Zezé Júnior e integrante da banda Os Clones, o cantor “Dudu”, relatou que os ônibus destruídos pelo incêndio são frutos de uma vida inteira de trabalho e muita luta. De acordo com ele, a ‘ficha’ ainda não caiu.

“A gente vem lutando há muito tempo para conseguir nossas coisas, conseguimos os ônibus e vem uma pessoa sem coração que acaba com tudo. Acordei desesperado e estou aqui ainda sem saber o que dizer, o que fazer. Estamos parados há quase ano e agora que saiu a vacina, estávamos ansiosos em voltar. Depois disso, não sabemos nem por onde começar”, lamentou.
Veja vídeo:

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