Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (4) entrar em greve por tempo indeterminado. Foram 103 votos favoráveis ao movimento paredista, 77 contra e 12 abstenções.
De acordo com a Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), a suspensão das atividades acadêmicas começa a partir da próxima terça-feira (9). As universidades estaduais da Bahia (Uneb) e do Sudoeste (Adusb) também aderiram a paralisação. Já os docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) votaram pela manutenção do estado de greve.

Segundo a Adufs, desde 2015, os professores tentam discutir a pauta com os gestores públicos, mas, somente na quarta-feira (3), às vésperas das assembleias de deflagração da greve, houve uma reunião.
“O governo Rui Costa recebeu a categoria vários anos após as reivindicações e, mesmo com o atraso, não apresentou proposta concreta sobre os pontos da pauta”, informou a associação por meio de sua assessoria.
Nova reunião
Foi marcada uma nova reunião com o governo para a próxima segunda-feira (8), às 15h30, na sala 27 do Instituto Anísio Teixeira (IAT).
“O diretor da Adufs e coordenador do Fórum das ADs, André Uzêda, lembra que há alguns anos o governo estadual recebeu a categoria às vésperas das assembleias de deflagração de greve; comprometeu-se a responder em momento posterior, porém não apresentou respostas concretas à pauta. Diante de experiências anteriores, é necessário considerar a importância, neste momento, da greve”, destacou a Adufs.
Calendário de atividades
– 08/04 – Reunião entre o Fórum das ADs e o governo;
– 09/04: Início da greve;
-09/04: Atividades de mobilização em cada universidade;
– 10/04: Assembleia docente;
– 11/04: Mobilização em Salvador;
– 12/04: Reunião do Fórum das ADs;

O motivo da greve
De acordo com a Adufs, estão entre os motivos da greve a falta de reajuste salarial, o contingenciamento da verba para as universidades e as mudanças no Planserv.