Panorama Geral 1

Cerca de 30 funcionários da Limpurb se revezaram, durante a manhã deste sábado (2), na operação de remoção da baleia jubarte que morreu encalhada na praia da Ondina, em Salvador, na sexta-feira (1°).
Enquanto alguns garis cortavam o animal com ajuda de facões, outros carregavam os sacos com os pedaços do que sobrou da baleia, que já se encontra em estado avançado de decomposição. Por conta do forte cheiro, os profissionais precisaram utilizar máscaras.

Foto: Nilson Marinho/Correio

A retirada do bicho chamou a atenção de dezenas de pessoas, entre moradores, turistas e funcionários dos hotéis que ficam no entorno da praia onde a baleia encalhou. De plantão, a cozinheira Valdirene Lira, 35 anos, saiu do hotel onde trabalha, na Avenida Oceânica, para acompanhar a saga e garantir uma foto. “Como minha patroa não pode sair, me pediu pra vir tirar uma foto pra ela. Nem parece uma baleia, não consegui ver a cabeça nem o rabo”, lamentou.

A área onde a baleia permanece precisou ser isolada para que curiosos não se aproximassem do animal. Nove funcionários do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) estão no local para garantir o funcionamento da operação. Um guincho e um caminhão também foram utilizados na retirada do animal.
O comandante do grupamento, Robson Pires, explicou que o isolamento foi para evitar que as pessoas tentassem levar parte do bicho para casa. “Esses animais em estado de composição podem transmitir doenças e é possível que os curiosos cheguem perto para levar a carne e a gordura do bicho”, comenta.

Ano passado, o GEPA participou de uma operação de remoção de um golfinho que morreu na costa de Salvador, mas as ocorrências mais comuns são com jibóias. “É importante frisar que a população assim que encontrar com um animal silvestre tente acione o mais rápido posssível o nosso órgão”, pontuou. O contato pode ser feito por meio do número 3202-5312.

Curiosos

O pedreiro José da Silva, 49 anos, veio do bairro de Periperi só para ver a baleia. Chegou em Ondina trazendo na mão um balde, mas jurou que o recipiente não era para levar parte do animal embora. “Não é, só vim pela curiosidade mesmo. Nunca vi uma baleia e queria me aproximar só pra ver melhor. É um animal muito grande nunca tinha visto antes”, diz. O pedreiro tentou ultrapassar a área isolada, mas foi barrado por um agente da guarda municipal.

A aposentada Marinalva dos Santos, 81, veio do bairro de Brotas só para ver pela primeira vez uma baleia. Ela ficou sabendo do encalhe pela televisão e, desde então, não sossegou até conseguir convencer a filha a trazê-la à praia. “Eu nunca vi uma baleia ser cortada com uma faca, também não conhecia uma baleia. Estou emocionada de ver”, disse.

Na Faca

O Diretor Geral da Limpurb, Ronaldo Ferreira reconhece que a utilização de facões para retirar o animal pode parecer estranho, mas, segundo ele, essa foi a recomendação do Instituto Baleia Jubarte.

“Eles colheram todos o material necessário para fazer uma análise para pesquisa. Logo após, eles acionaram a Defesa Civil do munícipio e a limpurb foi convocada. O instituto nos orientou a desossar o animal , tirar a carne e a gordura”, destacou o diretor.

No final da operação, os pedaços da baleia vão ser levados para o aterro sanitário. Por conta da maré. que começou a subir por volta das 10h30, os garis tiveram que interromper a remoção.

Fonte: Redação Correio 24h